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Maria João Moreira
Taxa de esforço: faz as contas antes de comprar casa
Crédito habitação19 de outubro de 2026

Taxa de esforço: O que é, como calcular e qual o limite em 2026

Descobre o que é a taxa de esforço, como calcular e o limite máximo definido pelo Banco de Portugal. Vê em que zona estás: saudável, preocupante ou risco e conhece as soluções para baixar a tua taxa de esforço.
Por Maria João Moreira · Gestora de Crédito Habitação4 min

O que é a taxa de esforço e como se calcula

Sabes qual é a tua taxa de esforço? Se hesitaste, não estás sozinho. Mas tem presente que é uma das informações mais importantes a saber assim que pensares em assumir um crédito, seja à habitação ou pessoal.

A taxa de esforço indica que percentagem do teu rendimento vai ficar alocada ao pagamento de prestações e quanto dinheiro te sobra para as restantes despesas, permitindo avaliar se vives desafogadamente ou no limite.

É uma das primeiras contas que os bancos fazem quando analisam a viabilidade de um pedido de crédito. E também pode ajudar-te a verificar antecipadamente se uma nova prestação encaixa no teu orçamento.

Para calcular a taxa de esforço, utiliza a fórmula abaixo. Se o crédito tiver mais do que um titular, coloca os rendimentos e os encargos de todos.

Taxa de esforço (%) = (Total das prestações mensais ÷ Rendimento líquido mensal) × 100

Por exemplo, se recebes 1.000 € líquidos por mês e pagas 350 € em prestações, a tua taxa de esforço ronda os 35%. Ou seja, por cada 100 € que entram, 35 € ficam comprometidos com créditos. Sobram 650 € para as restantes despesas: alimentação, água, luz, transportes, etc.

Utiliza o simulador de taxa de esforço da CrediSegur e compara o resultado com as tuas despesas reais.

Qual é o limite da taxa de esforço?

Desde 1 de agosto de 2026, o Banco de Portugal definiu que a taxa de esforço (DSTI) para a contratação de novos créditos não deve ultrapassar os 45%.

Além disso, importa saber que o resultado que obténs em casa pode não ser igual ao do banco. Nos créditos com taxa variável ou mista, o banco faz a conta como se os juros já tivessem subido, acrescentando até 1,5 p.p. à taxa de juro. É a chamada "taxa de stress", que serve para garantir que consegues continuar a pagar a prestação se os juros aumentarem. Por isso, o resultado do simulador pode não coincidir com o cálculo usado na decisão de crédito.

Para te ajudar a orientar, existem três zonas de referência. O nosso simulador indica em que zona estás.

  • Até 35% (saudável): apresenta, em geral, uma maior margem financeira para fazer face a imprevistos e evitar situações de incumprimento.
  • Entre 35% e 45% (preocupante): convém olhar com atenção para o que sobra, pois a margem financeira é menor.
  • **Acima de 45% (risco): indica que uma grande parte do rendimento já está comprometida com créditos, o que pode dificultar um novo financiamento.

Como baixar a taxa de esforço?

Uma taxa de esforço elevada merece atenção e há alternativas para reduzi-la.

Se tens crédito habitação, começa por rever as condições. Pode fazer sentido negociar com o teu banco ou avaliar uma transferência. Compara o spread, o tipo de taxa, as comissões e os produtos associados. A Euribor não é negociável, mas o spread e outras condições contratuais podem ser.

Rever os seguros também pode aliviar o orçamento. Antes de os transferires, compara as coberturas e confirma se perdes alguma bonificação no crédito. Essa poupança melhora a tua margem financeira mensal, mesmo que não altere diretamente a taxa de esforço, que é calculada apenas com as prestações.

Caso tenhas vários créditos pessoais, avalia a consolidação com atenção ao custo total. Consolidar os créditos pode permitir juntar os encargos numa prestação mais baixa, dependendo das condições aprovadas. Mas um prazo mais longo pode aumentar o total de juros pagos.

Quando a solução envolve uma hipoteca de um imóvel, esse imóvel passa a garantir a dívida. É uma decisão que exige ponderar o risco, os custos iniciais e o montante total a pagar.

Se atualmente recorres a cartões de crédito para chegar ao fim do mês ou sentes dificuldade em gerir todas as prestações, não esperes que a situação se agrave. Fala com o teu banco ou procura ajuda junto de um intermediário de crédito, como a CrediSegur, para encontrar alternativas de financiamento e adaptar a solução ao teu orçamento.

Artigo da CrediSegur (CRRF – Brokerage, Lda.), intermediário de crédito vinculado registado no Banco de Portugal sob o n.º 0001290. Apresentamos propostas dos bancos com quem temos contrato de vinculação, identificados na Informação aos consumidores, e não prestamos serviços de consultoria. Agente de seguros inscrito na ASF sob o n.º 421571530.

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