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Simulador de taxa de esforço

Descobre que parte do rendimento do agregado vai para créditos e renda, e o que podes fazer para ficar com mais folga.
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Como fazemos a conta

A taxa de esforço é a parte do teu rendimento que vai para pagar créditos. É o primeiro número que o banco olha.
  1. Somamos as prestações

    Todos os créditos do agregado: habitação, pessoal, automóvel e cartões.Os teus dados
  2. Dividimos pelo rendimento

    Usamos o rendimento líquido mensal do agregado. Repetimos a conta com a taxa agravada.Regra do regulador · Recomendação Macroprudencial do Banco de Portugal
  3. Damos a cor

    Verde, amarelo ou vermelho, conforme os limites de referência.Pressuposto

Mitos

  • Mito«Se ficar abaixo do limite, o banco aprova.»A taxa de esforço é só um dos critérios. O banco vê também o valor da casa, o prazo, o histórico de crédito e a estabilidade do rendimento.O que fazer: confirma o teu mapa no Banco de Portugal antes de pedir crédito.Fonte: Recomendação Macroprudencial do Banco de Portugal.
  • Depende«O cartão de crédito não conta se não o usar.»Muitos bancos contam uma prestação calculada sobre o limite do cartão, mesmo sem saldo.O que fazer: cancela ou baixa o limite dos cartões que não usas.Fonte: Banco de Portugal, Portal do Cliente Bancário.
  • Mito«Baixar a taxa de esforço só se faz ganhando mais.»Juntar créditos caros num só ou alongar o prazo pode baixar as prestações, embora possa aumentar os juros totais.O que fazer: simula a consolidação e compara o custo total.Fonte: cálculo do simulador.

Perguntas frequentes

A taxa de esforço é a percentagem do rendimento mensal líquido que fica comprometido com o pagamento de encargos e prestações de crédito. Na prática, indica a percentagem de rendimento utilizada pelas responsabilidades atuais. É um dos principais indicadores que os bancos usam para avaliar o risco de um empréstimo. Quanto mais baixa for a taxa de esforço, mais equilibrado está o orçamento e maior é a probabilidade de um pedido de crédito ser aprovado.
Verde, abaixo de 35%: situação saudável.Amarelo, de 35% a menos de 45%: preocupante, porque está perto do máximo que o Banco de Portugal recomenda aos bancos para um crédito novo.Vermelho, de 45% a menos de 55%: crítico, dificulta um crédito novo.Vermelho carregado, a partir de 55%: o orçamento não aguenta este peso.
Mudar o crédito habitação para melhores condições, juntar créditos pessoais numa só prestação ou pagar parte de um crédito antes do prazo. Aumentar o rendimento do agregado também baixa a taxa.
O cálculo é simples: somam-se os encargos mensais e a renda ou prestação que pagas, divide-se esse total pelo rendimento mensal líquido, e multiplica-se por 100 para obter a percentagem. Taxa de esforço = (total de prestações de crédito ÷ rendimento líquido mensal) × 100. Por exemplo, se tens um rendimento mensal de 2500 €, uma renda de 500 € e outros encargos de 300 €, a tua taxa de esforço é de (500 + 300) ÷ 2500 × 100, ou seja, 32%. Nota importante sobre o rendimento: considera o rendimento líquido regular e recorrente. Parcelas variáveis ou não recorrentes — como ajudas de custo, prémios não regulares, comissões, trabalho suplementar ou rendimentos em espécie — podem ser ponderadas de forma diferente pelo banco e afetar a taxa de esforço efetivamente considerada. O nosso simulador faz este cálculo automaticamente a partir dos valores que introduzires e mostra-te de imediato a percentagem e o nível de esforço correspondente.
De forma geral, uma taxa de esforço abaixo de 35% é considerada saudável e indica um orçamento familiar equilibrado.De 35% a menos de 45% a taxa é preocupante e exige maior atenção ao orçamento.De 45% a menos de 55% a taxa é crítica: o risco de dificuldades de pagamento é significativo e a aprovação de novos créditos torna-se pouco provável.A partir de 55% a taxa é incomportável: o orçamento não aguenta este peso.Estes níveis são apenas indicativos. A capacidade real de cada agregado depende também do rendimento, das despesas fixas e da existência de poupanças ou outras garantias.
Numa recomendação macroprudencial, o Banco de Portugal recomenda aos bancos que não concedam crédito que resulte num DSTI (serviço da dívida, com a taxa agravada) acima de 45% do rendimento.Este valor aplica-se aos créditos avaliados desde 1 de agosto de 2026; antes era 50%.Cada banco pode ultrapassá-lo numa pequena parte dos créditos que concede, justificando-o.Os níveis de taxa de esforço deste simulador (saudável, preocupante, crítico e incomportável) são referências da CrediSegur e não dependem deste valor.
Dados oficiais verificados em 20/10/2026 · Fontes: Diário da República, Autoridade Tributária, Banco de Portugal · ver fontes