
16 anos, milhares de clientes… E uma verdade que se repete sempre
Problemas financeiros raramente estão no dinheiro, mas na forma como pensamos, decidimos e agimos. Descubra os cinco pilares de uma vida financeira equilibrada e como agir em cada cenário.Ao longo dos últimos 16 anos, tive o privilégio de acompanhar milhares de pessoas em decisões financeiras importantes. Compra de casa, transferência de crédito e reorganização da vida financeira. Decisões que moldam a vida de cada uma de nós.
E, com o tempo, comecei a perceber algo que hoje já não tenho dúvidas em afirmar: 💭 Problemas financeiros raramente estão no dinheiro, mas na forma como pensamos, decidimos e agimos.
Já vi pessoas com muito bons rendimentos completamente pressionadas. E outras, com rendimentos ditos normais, a viverem com uma tranquilidade que não se explica apenas pelos números.
E foi ao observar estes dois cenários, tão diferentes entre si, que percebi que a maioria das pessoas tende a olhar para o dinheiro de forma isolada:
- o crédito
- as despesas
- o rendimento
Mas, na prática, isso não funciona assim, a vida financeira é um sistema interligado. E esse sistema, para mim, assenta em cinco pilares:
- rendimento
- gastos
- crédito
- poupança/investimento
- comportamento
Quando estes pilares estão equilibrados, a vida flui e avança. Quando deixam de estar… a pressão começa a fazer-se sentir.
O erro mais comum que vejo todos os dias é que quando algo corre mal, a maioria das pessoas tenta resolver sempre da mesma forma:
- corta mais
- adia mais
- tenta ajustar o que já está no limite
Mas durante estes 16 anos constatei que nem sempre a solução está onde está o problema. Vou dar um exemplo simples, mas muito real, talvez já tenha passado por isso, ou conheça alguém nessa situação.
Imagine alguém com uma taxa de esforço elevada, despesas já controladas e um estilo de vida ajustado ao limite. Neste cenário, a maioria das pessoas vai continuar a tentar cortar, mas a realidade é que já não há margem. E é aqui que muitos ficam presos durante anos.
A solução, neste caso, não está nas despesas, mas no rendimento ao final do mês.
E para isso é necessário assumir algo simples, mas exigente:
- procurar novas oportunidades
- fazer mais (temporariamente)
- desenvolver novas competências
- sair da zona de conforto
E aqui entra algo que faz parte de quem sou e da forma como vejo a vida:
"Quem muda, Deus ajuda."
Não no sentido passivo. Mas no sentido de que quem age, quem arrisca, quem decide, está a abrir caminho para que as coisas aconteçam.
A verdade, é que ninguém resolve a sua vida financeira olhando apenas para um problema isolado.
Crédito
Se o crédito ocupa uma grande fatia das tuas despesas no fim do mês e já tentou renegociar melhores condições, então tem de aceitar que a solução passa por ganhar mais e, isso, pode implicar:
- horas extra
- um segundo rendimento
- mudar de emprego
- ou até mudar de profissão
Claro, que é desconfortável. Mas ao mesmo tempo é libertador.
Gastos sem controlo
Aqui tem de compreender que o problema não está efetivamente no rendimento que ganha, mas no seu comportamento:
- compras por impulso
- falta de controlo
- decisões emocionais
E, acredite, que isto não se resolve a ganhar mais dinheiro. Resolve-se, ganhando mais consciência nas pequenas ações do seu dia-a-dia.
Falta de poupança
Se tudo o que entra na sua carteira, sai, então não tem margem para imprevistos, segurança nos momentos em que algo não corre como planeado, nem liberdade para tomar certas decisões na sua vida. Faz-lhe sentido?
Então fique a saber que para mudar este cenário, tem de começar hoje a implementar pequenos hábitos como por exemplo:
-
Registar tudo: Primeiro, deve registar todas as fontes de rendimento e todas as despesas e pagamentos ao longo do mês. Sem exceções. Só assim tem uma visão real.
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Classificar as despesas: Depois, deve dividir tudo em três categorias:
- Primárias (essenciais): renda/prestação, alimentação, água, luz, transporte (Negociar)
- Secundárias: subscrições, restaurantes ocasionais, pequenos extras (Se o fazem feliz, deve mantê-las)
- Supérfluas: compras impulsivas, gastos que não acrescentam valor real (Eliminá-las progressivamente)
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Definir uma regra de poupança: Ex.: colocar automaticamente 5% a 10% do rendimento de lado assim que recebe.
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Criar um fundo de emergência: Objetivo: entre 6 a 12 meses de despesas fixas, idealmente 12 meses. Isto é o que lhe dá verdadeira segurança e capacidade de decisão.
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Controlar decisões de consumo: Regra simples: esperar 24h antes de compras não essenciais.
Estagnação
Este é o mais silencioso e o mais perigoso. Se o rendimento não acompanha a ambição, então:
- procure evoluir profissionalmente
- mude de contexto
- crie novas oportunidades
Após estes 4 cenários, espero que consiga entender que grande parte dos problemas financeiros advém da nossa mentalidade: medo de mudar, medo de arriscar e, sobretudo, medo de falhar.
À CrediSegur já chegaram muitas pessoas que viveram uma ou várias destas situações. Mas foi no momento em que decidiram falar connosco que começaram verdadeiramente a dar um passo em frente para sair daquele aperto financeiro.
Durante estes 16 anos, já ajudamos + de 4 mil famílias a poupar nos créditos e seguros, sendo que a poupança média anual dos nossos clientes é cerca de 784,89€.
Lembre-se, somos nós quem temos poder de mudar! Primeiro, tem de ter a coragem de o fazer e em segundo a competência de escolher os passos certos a dar. Conte connosco nessa fase.
Creiam-me! Quem ganha controlo sobre o dinheiro, ganha controlo sobre a vida.
Ricardo Ferreira


